A1. Algoritmos de detecção a fundo¶
Nesta aula você vai aprender
- A estatística por trás do BLS (Kovács, Zucker & Mazeh 2002) e por que ela é, no fundo, uma razão sinal-ruído.
- O que o TLS (Hippke & Heller 2019) muda em relação ao BLS e quanto isso custa.
- Os trade-offs entre três formas de detrending: biweight, spline e processos gaussianos.
- Por que monotrânsitos e duotrânsitos são o nicho com mais planetas por achar, e por que são difíceis.
- Os limites atuais da busca do PlanetHunter e de onde eles vieram.
Na aula M3 você viu a ideia do periodograma. Agora a pergunta é: o que exatamente está sendo maximizado, e por quê?
1. A busca como teste de hipóteses em grade¶
Toda busca de trânsitos periódicos testa três parâmetros: período \(P\) (dias), época \(T_0\) (instante de um trânsito, em BTJD) e duração \(T_{14}\) (horas). Para cada trio, o algoritmo compara "brilho constante" com "brilho constante, exceto durante trânsitos que se repetem a cada \(P\)". O periodograma mostra, para cada \(P\), a melhora obtida com o melhor \(T_0\) e a melhor duração.
Consequência importante: são milhões de testes, e o ruído sozinho produz picos. Com um milhão de tentativas, algum pico de 3 sigma aparece por acaso quase com certeza. É o efeito de olhar em outro lugar (look-elsewhere effect), que volta na aula A5, no piso de ruído medido pelo projeto.
2. BLS: a estatística por trás¶
O BLS (Box Least Squares) foi publicado por Kovács, Zucker & Mazeh (2002), Astronomy & Astrophysics 391, 369. O modelo é uma caixa: brilho \(H\) fora do trânsito, brilho \(L\) dentro, com transição instantânea.
As definições do artigo¶
Os dados são \(N\) medidas de fluxo \(x_i\) com erros \(\sigma_i\). Primeiro, subtrai-se a média ponderada, de modo que os dados ficam centrados em zero. Cada ponto recebe um peso normalizado:
Para um período de teste, os pontos são dobrados em fase. Escolhe-se um intervalo de fase candidato a trânsito e define-se:
Em palavras: \(r\) é a fração do peso que cai dentro do trânsito (se todos os erros forem iguais, é simplesmente a fração dos pontos) e \(s\) é a soma ponderada do fluxo dentro do trânsito. Se há uma queda, \(s\) é negativo.
O artigo mostra que a soma dos resíduos ao quadrado do melhor modelo de caixa é
O primeiro termo não depende do modelo. Então minimizar \(D\) é o mesmo que maximizar \(s^2/[r(1-r)]\). O BLS calcula essa quantidade para todos os intervalos e guarda o maior valor. A raiz dela é o SR (signal residue) daquele período:
A profundidade do melhor modelo sai de graça: \(\delta = H - L = |s| / [r(1-r)]\).
Por que isso é uma razão sinal-ruído¶
Suponha erros iguais, \(\sigma_i = \sigma\), e um trânsito de profundidade \(\delta\) ocupando a fração \(r\) dos pontos. Com os dados centrados em zero, o nível dentro é \(L = -\delta(1-r)\) e fora é \(H = \delta r\). Então \(s = rL = -\delta\, r(1-r)\) e
Multiplicando por \(N/\sigma^2\) (para voltar dos pesos normalizados ao qui-quadrado), a melhora do ajuste é
É a fórmula de SNR do nível médio: profundidade sobre ruído de um ponto, vezes a raiz do número de pontos em trânsito. O BLS procura o período que maximiza a SNR de uma caixa. E vale o que você viu na aula M1: com ruído correlacionado, \(\sigma/\sqrt{N}\) subestima o erro e o BLS fica otimista.
SDE: o pico se destaca?¶
O SR sozinho depende da escala dos dados. Para comparar estrelas, Kovács et al. definem o SDE (Signal Detection Efficiency):
Em palavras: quantos desvios padrão o pico está acima da média do periodograma. Por ser relativa ao próprio periodograma, é comparável entre estrelas de brilho diferente.
3. TLS: o que muda¶
O TLS (Transit Least Squares), de Hippke & Heller (2019), Astronomy & Astrophysics 623, A39, é o algoritmo que o PlanetHunter usa. A ideia central é simples: um trânsito real não é uma caixa. Ele tem entrada e saída graduais (ingresso e egresso) e fundo arredondado por causa do escurecimento de borda (a borda da estrela é mais escura que o centro, como você viu na aula M2).
As diferenças principais¶
| Aspecto | BLS | TLS |
|---|---|---|
| Modelo | Caixa de duas alturas | Trânsito com escurecimento de borda, gerado com os parâmetros da estrela |
| Medida de ajuste | \(s^2/[r(1-r)]\) | Qui-quadrado do ajuste do modelo |
| Espectro | SR(P) | \(\text{SR}(P) = \chi^2_\text{min, global} / \chi^2_\text{min}(P)\), entre 0 e 1 |
| SDE | (pico − média) / desvio | \((1 - \langle\text{SR}\rangle)/\sigma_\text{SR}\), com a tendência do espectro removida |
| Grade de períodos | Livre | Amostragem ótima em frequência (Ofir 2014) |
| Grade de durações | Livre | Limitada pela física: raio e massa da estrela fixam a duração possível para cada período |
| Custo | Baixo | Bem maior; exige paralelismo |
O ganho vem de duas fontes. O modelo realista casa melhor com o sinal, sobretudo em planetas pequenos, onde ingresso e egresso são uma fração grande do trânsito; os autores mostram SDE maior que o do BLS nos mesmos dados. E a grade de durações limitada pela estrela evita testar durações impossíveis, o que reduz as tentativas e os picos espúrios.
O limite SDE ≥ 9 vem do artigo do TLS: com ruído branco, corresponde a uma probabilidade de alarme falso da ordem de \(10^{-4}\) (sde_min em config/thresholds.yaml).
O preço da física: limites estelares¶
A grade de durações depende do raio e da massa da estrela, e o projeto se cortou nisso duas vezes (histórico do benchmark):
- Limites estreitos demais. Com raio e massa limitados a ±30 % do TIC, trânsitos mais curtos que o previsto (impacto alto) ficavam fora da grade. TOI 196.01, 347.01, 386.01 e 2339.01 só apareceram com limites largos (SDE 8,6 a 16,8).
- Raio estelar no período mínimo. O TLS deriva o menor período pelo limite de Roche, que depende do raio. Com \(R = 4{,}06\,R_\odot\) no TIC, a grade começava em 4,15 dias, e o TOI 196.01 tem 1,16 dia. Correção: modelo com raio e massa limitados a 1,5.
Lição: cada informação "física" dada ao algoritmo é também uma hipótese que pode estar errada.
4. Detrending: biweight, spline e GP¶
Antes de buscar, é preciso remover a variação lenta da estrela (rotação, manchas, sistemáticos do telescópio). A escolha do método decide o que sobrevive.
| Método | Como funciona | Vantagem | Risco |
|---|---|---|---|
| Biweight em janela deslizante | Para cada ponto, estima o "nível típico" dos vizinhos numa janela de tempo, dando peso pequeno a pontos muito distantes da mediana | Robusto a trânsitos e outliers; um só parâmetro (a janela); rápido | Janela curta come trânsito longo; janela longa deixa variabilidade rápida |
| Spline robusta | Curva suave feita de polinômios por partes, ajustada várias vezes descartando pontos discrepantes | Boa para tendências lentas e suaves | O espaçamento dos nós faz o papel da janela; pode oscilar perto de lacunas |
| Processo gaussiano (GP) | Modelo estatístico do ruído correlacionado, com um "kernel" que descreve como pontos próximos se parecem (por exemplo, quase periódico para rotação) | Segue variabilidade complexa de estrelas jovens e ativas; dá incerteza | Flexível demais: absorve o trânsito se ele não for mascarado; caro; exige escolher o kernel |
O artigo do wotan (Hippke et al. 2019, AJ 158, 143), biblioteca usada pelo projeto, comparou dezenas de métodos e concluiu que o biweight com janela de cerca de três vezes a duração do trânsito é a melhor escolha geral.
O que o projeto mediu¶
- Trânsito-caixa de 1 500 ppm sem variabilidade: janela de 0,5 dia perde 8 % da profundidade num trânsito de 3 h e 40 % num de 5 h; janela de 1,0 dia perde 0 % e 6 %. Trânsitos de período acima de 10 dias em estrelas tipo Sol duram 5 a 6 horas: a janela padrão é 1,0 dia.
- TOI 862.01 (5 092 ppm) some com 1,0 dia (desvio padrão 2,8 vezes o ruído ponto a ponto: variabilidade rápida que sobrou) e aparece com 0,5 dia, SDE 18.
- TOI 190.01 (5,7 h, 8 248 ppm) vira 347 ppm com janela de 0,3 dia.
Não há janela única para os dois casos. Solução: se a razão desvio/ruído ponto a ponto passar de 1,2 (red_noise_max), refazer o detrending com 0,5 e 0,3 dia (fallback_windows_days) e buscar em todas as versões. Com outras mudanças, isso levou o recall de 86,7 % para 88,9 %.
O caso que ainda falha: TOI 251.01 (845 ppm, 4,94 d), estrela jovem com ruído vermelho de 1,8, exatamente onde um GP poderia ajudar. O histórico o lista como "próxima hipótese". Hipótese, não solução: só o benchmark vai dizer.
5. Monotrânsitos e duotrânsitos: o nicho com mais planetas por achar¶
Um monotrânsito é um único trânsito observado. Um duotrânsito são dois trânsitos separados por um intervalo longo, em geral em setores de anos diferentes, sem nenhum trânsito no meio observado.
Por que é o nicho mais promissor¶
- O TESS observa em blocos de cerca de 27 dias. Um planeta de 60 dias mostra no máximo um trânsito por setor, e em grande parte do céu a estrela só volta a ser observada anos depois.
- Os pipelines oficiais exigem pelo menos dois trânsitos. Eventos únicos ficam de fora.
- A evidência é concreta. Dos TOIs que nasceram como CTOIs da comunidade (168 até 2021, Zenodo 5130660), a maioria são estrelas fracas das imagens completas ou trânsitos únicos rejeitados pelas buscas periódicas.
- Planetas de período longo são valiosos: mais frios e menos irradiados.
Por outro lado, sem período não existem os testes de ímpar/par, secundário e consistência; e um evento único é fácil de imitar (ajuste de apontamento, luz espalhada, um asteroide cruzando a região usada para estimar o fundo do céu).
Estimando o período pela duração¶
A duração de um trânsito central (\(b = 0\)) numa órbita circular é \(T \approx P R_\star / (\pi a)\). Combinando com a terceira lei de Kepler, \(a^3 = G M_\star P^2 / (4\pi^2)\), e isolando \(P\):
Se o trânsito não for central (\(b > 0\)), ele é mais curto do que seria com \(b = 0\) para o mesmo período. Logo, usar a duração observada nessa fórmula dá um limite inferior para o período. Essa ideia (estimar período a partir da forma de um único trânsito e da densidade da estrela) é a base de trabalhos como Osborn et al. (2016), MNRAS 457, 2273, feitos com dados do K2.
Duotrânsitos: aliases em pente¶
Com dois trânsitos separados por \(\Delta t\), o período verdadeiro é \(\Delta t / n\) para algum inteiro \(n\). Cada \(n\) é um candidato. O limite inferior da duração corta os \(n\) grandes. Os setores do TESS em que a estrela foi observada sem trânsito cortam outros: se o alias \(n\) prevê um trânsito numa data com dados e nada aparece, ele está descartado.
Estado no projeto¶
O PlanetHunter ainda não tem detector de monotrânsito. Hoje, n_transits veta qualquer sinal com menos de dois trânsitos. Mas a fundação já respeita o nicho: edge_cutoff_days: 0.0 no detrending preserva eventos perto das bordas dos dados, justamente para não apagar monotrânsitos. O detector está na fase 4 do plano.
6. Os limites da busca do projeto¶
| Parâmetro | Valor | Por quê |
|---|---|---|
period_min_days |
0,5 | Limite inferior da grade |
period_max_fraction_of_span |
0,9 | Precisa caber dois trânsitos no intervalo de dados |
period_max_days |
40 | Teto absoluto, explicado abaixo |
max_signals_per_target |
3 | Busca iterativa: acha, mascara 2 durações em volta, busca de novo |
bin_minutes |
10 | Acelera a busca; perde pouco para períodos acima de 1 dia |
Num setor só (cerca de 27 dias), o período máximo efetivo é 0,9 × 27 ≈ 24 dias. O teto de 40 dias só morde na busca multi-setor. E mordeu: juntando setores separados por anos (cerca de 800 dias no total), apareceram aliases espúrios de 26 a 64 dias com um ou dois trânsitos (TIC 41230546 e 31929204). O mecanismo é o pente de duotrânsitos: com dois blocos de dados distantes, muitos períodos \(\Delta t / n\) alinham uma queda de ruído num setor com outra no outro, e com milhares de tentativas algum alinhamento acontece. O teto corta o problema na raiz; períodos longos ficam para o futuro detector de monotrânsitos e duotrânsitos.
Outro limite: com poucos trânsitos e lacunas, o TLS às vezes devolve um terço do período (TOI 899.01, 924.01 e 3262.01 apareciam em torno de 4,2 dias). A função refine_alias testa \(2P\) e \(3P\): se as épocas previstas só pelo período curto caem em trechos com dados e sem queda, o período maior vence. Essa correção levou o recall a 91,1 %.
Na ferramenta
- Todos os parâmetros desta aula estão em
config/thresholds.yaml, seçõespreprocessesearch, cada um com o comentário do porquê. - O detrending e as variantes de janela estão em
src/planethunter/preprocess/clean.py; a busca TLS e orefine_alias, emsrc/planethunter/search/tls.py. - No dossiê, o gráfico "Curva de luz" mostra o resultado do detrending. Compare com a curva bruta e procure trânsitos encolhidos.
uv run planethunter run-target 261136679roda a busca multi-setor em Pi Mensae; repare nas iterações.
Exercício 1. A SNR escondida no BLS
Uma estrela tem ruído de 1 000 ppm por ponto de 2 minutos. O setor tem \(N = 18\,000\) pontos válidos. Um planeta com período de 5 dias produz trânsitos de 1 000 ppm e 3 horas. Calcule \(r\), a melhora \(\sqrt{\Delta\chi^2}\) prevista pelo BLS e diga se o sinal passa no limite de SNR do projeto.
Ver resposta
- Fração em trânsito: \(r = 3\ \text{h} / (5 \times 24\ \text{h}) = 3/120 = 0{,}025\).
- \(\sqrt{\Delta\chi^2} = (\delta/\sigma)\sqrt{N r (1-r)} = (1000/1000)\sqrt{18\,000 \times 0{,}025 \times 0{,}975}\).
- \(18\,000 \times 0{,}025 = 450\) pontos em trânsito; \(450 \times 0{,}975 = 438{,}75\); raiz \(\approx 20{,}9\).
- SNR ≈ 21, bem acima de 7,1. Passa.
Observação: bins de 10 minutos (5 pontos) reduzem o ruído por ponto para \(1000/\sqrt{5} \approx 447\) ppm, mas dividem \(N\) por 5. Com ruído branco, a SNR fica igual: o binning acelera sem perder sensibilidade.
Exercício 2. Período mínimo de um monotrânsito
Você vê um único trânsito de 10 horas numa estrela igual ao Sol (\(M = 1\,M_\odot\), \(R = 1\,R_\odot\)). Use \(G M_\odot = 1{,}327 \times 10^{20}\ \text{m}^3/\text{s}^2\) e \(R_\odot = 6{,}957 \times 10^{8}\ \text{m}\). Qual o menor período compatível com órbita circular?
Ver resposta
- \(T = 10\ \text{h} = 36\,000\ \text{s}\); \(T^3 = 4{,}666 \times 10^{13}\ \text{s}^3\).
- \(R_\star^3 = (6{,}957 \times 10^8)^3 = 3{,}367 \times 10^{26}\ \text{m}^3\).
- Numerador: \(\pi \times 1{,}327 \times 10^{20} \times 4{,}666 \times 10^{13} = 1{,}945 \times 10^{34}\).
- Denominador: \(4 \times 3{,}367 \times 10^{26} = 1{,}347 \times 10^{27}\).
- \(P \approx 1{,}444 \times 10^{7}\ \text{s} \approx 167\) dias.
Como \(b > 0\) encurta o trânsito, o período real é pelo menos cerca de 167 dias (órbita circular). Conferência: a Terra tem trânsito de cerca de 13 horas; \((13/10)^3 \times 167 \approx 367\) dias, perto do ano real.
Exercício 3. O pente de um duotrânsito
A mesma estrela do exercício 2 mostra um segundo trânsito idêntico 730,0 dias depois do primeiro, num setor de dois anos mais tarde. Liste os períodos possíveis. Depois, suponha que o TESS observou a estrela num setor intermediário em que o alias de 365 dias prevê um trânsito no meio dos dados, e nada apareceu. O que sobra?
Ver resposta
- Candidatos: \(P_n = 730{,}0/n\).
- Do exercício 2, \(P \gtrsim 167\) dias, então \(n \le 730/167 \approx 4{,}4\), ou seja, \(n \in \{1, 2, 3, 4\}\).
- Períodos: 730,0; 365,0; 243,3; 182,5 dias.
- O setor intermediário elimina \(n = 2\) (365 dias). Atenção: ele também elimina \(n = 4\), porque todo trânsito previsto por 365 dias também é previsto por 182,5 dias (182,5 é a metade de 365).
- Sobram 730,0 e 243,3 dias. Decidir exige observar numa data prevista por um e não pelo outro: é assim que duotrânsitos viram pedidos de observação em solo.
Armadilha comum
Concluir que o período está certo porque o pico é alto. Ele pode ser \(P/2\), \(2P\), \(P/3\), um alias multi-setor ou trânsitos de dois planetas diferentes combinados (caso HD 23472, aula A2).
Checklist da aula¶
- Li a primeira e a segunda passada de Kovács, Zucker & Mazeh (2002).
- Sei derivar, com a ajuda desta aula, por que maximizar \(s^2/[r(1-r)]\) equivale a maximizar a SNR de uma caixa.
- Li Hippke & Heller (2019) agora com as equações e sei dizer as três diferenças principais em relação ao BLS.
- Sei explicar com números do projeto por que a janela de detrending é 1,0 dia e quando o sistema usa 0,5 e 0,3.
- Sei estimar o período mínimo de um monotrânsito e listar os aliases de um duotrânsito.
- Sei por que existe o teto
period_max_days: 40.
Para ir além¶
- Kovács, Zucker & Mazeh (2002), Astronomy & Astrophysics 391, 369. O artigo original do BLS, com toda a estatística desta aula.
- Hippke & Heller (2019), Astronomy & Astrophysics 623, A39. O TLS; leia a seção de método e a comparação com o BLS.
- Ofir (2014), Astronomy & Astrophysics 561, A138. Como escolher a grade de períodos de forma ótima; o TLS usa essa ideia.
- Hippke et al. (2019), The Astronomical Journal 158, 143. O artigo do wotan, com a comparação de métodos de detrending que justifica o biweight.
- Foreman-Mackey et al. (2017), The Astronomical Journal 154, 220. O celerite, processos gaussianos rápidos; ponto de partida para testar GP em estrelas ativas.
- Osborn et al. (2016), Monthly Notices of the RAS 457, 2273. Trânsitos únicos no K2 e estimativa de período a partir de um só evento.
- Seager & Mallén-Ornelas (2003), The Astrophysical Journal 585, 1038. As relações analíticas entre forma do trânsito, densidade estelar e período, base da fórmula do exercício 2.